FIM DA SIMPRO E DA BRASÍNDICE E O IMPACTO NOS HOSPITAIS

FIM DA SIMPRO E DA BRASÍNDICE E O IMPACTO NOS HOSPITAIS

Grande parte dos hospitais e operadoras do Brasil utilizavam duas publicações eletrônicas como referência para firmar contratos: a Simpro e a Brasíndice. Apesar de serem grandes referências no setor, em 2018 foi iniciado um movimento por meio de fornecedores, cujo objetivo era não mais divulgar os valores dos insumos nestas revistas, fato que prejudicou bastante o setor hospitalar.

Com o fim das publicações e, consequentemente, do acesso a informações relevantes para o setor, gestores hospitalares estão em alerta, pois sem elas não há mais parâmetro para a cobrança de produtos utilizados durante as assistências nos hospitais pelas operadoras.

Além da perda da fonte de consulta, os códigos de referência dos itens, utilizados para otimizar a comunicação entre hospital e operadora para indicar o que foi consumido, também não podem mais ser acessados. Esse fato, portanto, pode levar ao aumento das glosas hospitalares.

Além disso, de acordo com informações de especialistas, a falta de um índice oficial de valores condizentes ao setor de saúde, pode gerar insegurança jurídica e, como consequência, originar perdas financeiras para as instituições hospitalares. E esse fato é justificado pela quantidade de custos que tem um hospital por meio da compra de insumos.

Todo o material adquirido pela unidade para a assistência ao paciente, resulta em quase 50% dos custos de um hospital. Nesse sentido, é fundamental garantir que se está recebendo o devido valor da operadora de saúde que, em muitas situações, acaba passando despercebido e, com isso, gerando as glosas e perdas invisíveis da instituição hospitalar. É imprescindível ter certeza de que o valor recebido pelo hospital está correto, para o equilíbrio das contas e saúde das finanças da unidade.

O IMPACTO DO FIM DA SIMPRO E DA BRASÍNDICE

Grandes hospitais estão sentindo o impacto causado pelo fim da Simpro e da Brasíndice de forma gradativa. O principal ponto é a instabilidade do setor causada pela falta de uma tabela referência para os profissionais da área. Com o fim das revistas, perde-se códigos e base para precificação, causando muitas perdas para  os hospitais.

A insegurança jurídica também é considerada um impacto para o setor. Até o ano 2017, a Simpro e a Brasíndice eram bastante populares no âmbito hospitalar, e logo foram adotadas pela Agência Nacional de Saúde (ANS) como código referência para a criação da TUSS (Terminologia Unificada de Saúde Suplementar).

Por não poder mais ser utilizada como base, essa codificação começa a ficar deficiente, abalando o jurídico do setor.

Por fim, gestores hospitalares e de farmácias, antes tinham como verificar os medicamentos que estavam em desuso no país, agora não têm mais acesso a estas informações. O maior impacto referente a isso é que, caso um medicamento tenha o seu registro cancelado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é muito provável que os gestores não fiquem sabendo se ele foi retirado da tabela ou se o fornecedor deixou de atualizar seus produtos.

Para os hospitais, portanto, o fim das revistas Simpro e da Brasíndice, causará diversos impactos negativos. A recomendação é que os hospitais tenham maiores cuidados com as informações e, principalmente, com o seu faturamento, pois podem ser facilmente alterados ao final pelo simples fato de não haver mais uma base de informações capaz de assegurar o setor como antes.

Para que isso seja feito de forma mais eficaz, é importante que as unidades hospitalares tomem algumas medidas. Continue a leitura.

MEDIDAS QUE DEVEM SER TOMADAS

Enquanto ainda não há uma segunda opção de índice específico para o setor, é imprescindível que os cuidados sejam redobrados pelas instituições. Especialistas em direito da saúde recomendam que hospitais adotem um índice que já existe como, por exemplo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O IPCA é o indicador oficial da inflação no Brasil, e é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), porém, nunca foi o índice mais apropriado para servir de base para hospitais, pois ele não determina tão bem a variação de custos de insumos e medicamentos.

Outra recomendação de especialistas é que hospitais se unam com o intuito de reivindicar um acordo com as operadoras, referente ao código, “linguagem” básica para a comunicação entre hospitais e operadoras, e o valor comercial dos produtos que deve ser adotado a partir de então. O padrão de identificação dos produtos nas contas médicas não pode faltar.

De modo geral, o mercado irá se reorganizar para encontrar uma solução mais convicta para o setor, assim como acontece com outros segmentos. Enquanto isso não acontece, o conselho é manter atenção na atualização de preços e renovações dos contratos com o convênio.

Atento a isso, é possível que os hospitais evitem erros responsáveis pela geração das glosas capazes de reduzir o faturamento. Para ter mais segurança no assunto, você pode entrar em contato com a Teleauditoria e entender um pouco mais sobre o Auditor Virtual.

O Auditor Virtual é um sistema capaz de reduzir glosas e perdas invisíveis e, com isso, aumentar em até 20% o faturamento da instituição hospitalar.

Fonte: http://blog.teleauditoria.com.br

 

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